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23/10/2008 06:22
DIVIRTA-SE
Marisa Monte lança o documentário Infinito ao meu redor
Filme retrata os bastidores de sua turnê mundial e faz uma reflexão pessoal sobre as transformações do trabalho do músico no Brasil (Ailton Magioli - EM Cultura)
Grávida de oito meses, a cantora Marisa Monte fez questão de terminar o trabalho pendente antes do nascimento de Helena, a irmã de Mano Wladimir, de 6 anos, que chega ao mundo mês que vem. Depois do filme O mistério do samba, com roteiro e produção de sua autoria, ela manda para as lojas o DVD Infinito ao meu redor, no qual, além de documentário sobre a turnê mundial dos discos Infinito particular e Universo ao meu redor, aproveita para incluir CD-bônus com nove faixas especialmente gravadas na ocasião, entre as quais três que jamais havia registrado em disco: Pedindo pra voltar (de Carlinhos Brown, originalmente lançada pelo grupo Timbalada), Mais uma vez (de sua própria autoria) e Não é proibido (da parceria dela com Dadi e Seu Jorge), o primeiro single do novo trabalho.
Enquanto Marisa Monte pegava a estrada para lançar os dois últimos CDs, a indústria fonográfica sofria as mais drásticas transformações, com o download gratuito pela internet abalando a estrutura das gravadoras, além de ajudar a reescrever a história da própria profissão de músico. De olho no que se passava, a cantora, compositora e instrumentista aproveitou para levar aos fãs a sua mensagem, fazendo questão de narrar de viva voz o documentário. A minha profissão é muito glamourizada, as pessoas imaginam que você basicamente tem um dom, canta bem, tem um vidão, vai para muitas festas, muitas viagens, muitos hotéis. Não imaginam que é realmente um trabalho como outro qualquer. Esta imagem não me interessa, justifica Marisa Monte.
A turnê que deu origem ao novo DVD da cantora percorreu 18 cidades brasileiras e cruzou cinco continentes, contabilizando 24 cidades de 17 países, atraindo mais de 750 mil pessoas, durante dois anos de apresentações. Com narração da própria Marisa, na primeira pessoa, o filme dirigido por Vicente Kubrusly tem roteiro dela com Claudio Torres e direção de fotografia de Dora Jobim. Compondo, cantando, elaborando o show ou lavando roupa em quartos de hotéis, a cantora se deu ao luxo de permitir mais de 500 horas de filmagens na estrada, condensadas em 68 minutos de duração do filme. A seguir, trechos da entrevista de Marisa Monte ao Estado de Minas, por telefone, do Rio de Janeiro.
Por que dividir com o público este momento que, devido às transformações, não deixa de ser de expectativa para o músico?
Este processo já é dividido com o público há quase uma década.
Você acha que o público sabe de tudo, em detalhes?
Acho que sabe. Na verdade, minha vontade é fazer uma pensata, uma reflexão pessoal. Talvez, mais do que dividir o fato em si, que é público e notório, o mais importante seja mostrar como é trabalhar em uma profissão que está se transformando. Dividir esta consciência, já que estou vivendo isso do lado de dentro. Mas, na verdade, não há uma conclusão. Não aponto para uma solução, estou dentro do processo como todo mundo. Acho, na verdade, tudo isto muito positivo. Hoje nós temos muitos canais de comunicação diferentes. Quando a gente faz música profissionalmente, quer se comunicar. Quer dizer, a diferença de quando a gente faz música de uma forma privada e amadora ou profissional é que, quando você faz profissionalmente, quer potencializar a comunicação dela com o mundo. E aí você tem vários canais com os quais tem de lidar. Desde a indústria, o rádio, a imprensa, os shows. Existem várias maneiras de você se comunicar com as pessoas e a internet é mais um canal, muito interessante e democrático, que encurta o caminho entre o público e o produtor de música.
Você poderia ter colocado tudo o que pensa sobre o assunto na boca de outra pessoa, mas decidiu narrar o documentário na primeira pessoa. Por quê?
Não tinha como não ser. Trata-se de um olhar muito pessoal, muito de dentro e muito particular. Falo ali que existem várias maneiras de você construir uma carreira, de você construir um raciocínio em torno de como fazer música profissionalmente. Não existe uma maneira absolutamente certa de fazer isto. Eu conto como é a minha. Tudo que faço é sempre muito pessoal. Meu trabalho é todo muito assinado, tudo passa pelo meu filtro como pessoa. Desde o começo sempre foi assim, é tudo muito resultado do que gosto, do que dou valor, da minha maneira de sentir os assuntos que me interessam.
Qual é a sua expectativa quanto à receptividade do público ao documentário?
Na verdade, quero esperar para ver. Imagino que as pessoas possam gostar, já que elas me perguntam muito como é que é, como é que não é, em que país eu fui, quanto tempo ensaio, como é o lançamento, como são as entrevistas, como é o fã. São perguntas que sempre respondi e que acho que são curiosidades freqüentes. Acho que elas vão se interessar pelo DVD, que vai além do resultado do meu trabalho, que é a música, o palco e o disco. Ele mostra o trabalho em si de uma maneira mais ampla.
As mudanças no meio têm atingido os próprios canais de contato com o público. Você poderia, por exemplo, fazer um DVD com os números musicais, mas preferiu um documentário. Por que essa opção?
É, poderia ter feito só com as músicas, mas já fiz. O Memórias, crônicas e declarações de amor era um pouco assim. Fiz outros um pouco mais documentais, como Barulhinho bom Uma viagem musical e Mais. E já fiz um também que era totalmente a feitura de um disco, que foi Os tribalistas. Como este agora, ainda não tinha feito e acho interessante. Minha profissão é muito glamourizada, as pessoas imaginam que você basicamente tem um dom, canta bem, tem um vidão, vai para muitas festas, muitas viagens, muitos hotéis. Não imaginam que é realmente um trabalho como outro qualquer. Esta imagem não me interessa, para mim é muito interessante me aproximar das pessoas. E que elas não vejam isto como uma reclamação nem nada, porque me acho uma pessoa privilegiada por poder fazer o que gosto, de conseguir unir minha vocação com o meu trabalho. Acho que é interessante e honesto poder mostrar para as pessoas o quanto se trabalha para obter resultado.
De onde vem a sua atração pela linguagem documental, já que desde o primeiro especial de TV, dirigido por Walter Salles, você recorre a essa estética? Você também produziu o documentário O mistério do samba, sobre a Velha-Guarda da Portela, com a qual convive desde a década de 1990.
Acho que talvez tenha sido uma vontade. Quer dizer, o DVD do Mais também tem umas cenas que vão além da música, que são um pouco do que está em torno da música. Acho que é uma narrativa diferente, que vai um pouco além da comunicação musical. E também por causa das pessoas com as quais eu tenha encontrado na vida e com as quais trabalhei. Sempre fiz muito intercâmbio com gente de cinema, desde o início. Teve o Waltinho (Walter Salles), depois os meninos da Conspiração Filmes. Nunca fiz nada de ficção, mas acho que o documentário cabe perfeitamente na linguagem da feitura da música, porque existe muita atividade em torno da música em si: a criação, os bastidores, as coisas que inspiram, o momento que você está vivendo enquanto faz aquela música. Às vezes, uma imagem diz muito.
Você pensa em se tornar uma diretora de cinema?
Não, nunca tive idéia assim que pudesse se concretizar neste sentido. Não tenho esta ambição. E nem tenho tempo, são tantas coisas a fazer. Mas, se por acaso em algum momento um projeto precisar de mim nessa função, quem sabe?
Neste momento, grávida, você vai dar um tempo ?
É, Helena chega em novembro e nem sei quando vou voltar. Não tenho nenhum plano. Vou provavelmente trabalhar, mas sem tanta visibilidade por algum tempo. Criança já é uma bela produção, já vale por uma turnê.
Fonte: divirta-se
Link: http://www.new.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_19/2008/10/16/ficha_musica,id_sessao=19&id_noticia=3962/ficha_musica.shtml
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enviada por mhantunes
23/10/2008 05:50
SÓ NÃO SE PERCA AO ENTRAR...

Visite o hotsite "Infinito ao meu redor": http://www2.uol.com.br/marisamonte/infinitoaomeuredor/index.htm
Além disso...
O blog oficial: http://www.novidadesmm.com.br/blog/
Marisa no youtube: http://br.youtube.com/marisamonte
Marisa no myspace: http://www.myspace.com/oficialmarisamonte
E Marisa no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=14566471332451038628
Mas deixo um aviso: só não se perca ao entrar...
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enviada por mhantunes
22/10/2008 06:16
É FANTÁSTICO!

06/10/2008
Marisa Monte revela intimidade em DVD - por Patrícia Poeta
Uma diva da música brasileira é famosa por conseguir guardar a sete chaves sua intimidade. Ela tem mantido essa discrição há 20 anos. E você sabe o que é isso?
Marisa Monte revela em um DVD, preciosidades e cenas corriqueiras do seu dia-a-dia de cantora. E aceitou comentar numa entrevista os momentos mais surpreendentes desses bastidores.
Imagine que você é jornalista e que sua missão do dia é entrevistar Marisa Monte. O assunto é o novo documentário dela, quase dois anos de bastidores da última turnê mundo afora. Imagine agora que em uma das partes mais divertidas do filme, Marisa mostra como as entrevistas são repetitivas.
Patrícia Poeta: A minha primeira pergunta vai ter que ser uma das óbvias possíveis. Por que você decidiu filmar os bastidores da sua vida de artista?
Marisa Monte: Na verdade, eu queria fazer um registro do meu trabalho. As pessoas me perguntam muito: mas como é, como é que você faz? As pessoas não têm muita noção também de como isso funciona.
No documentário, tem Marisa lavando roupa na banheira, tem Marisa dormindo no ônibus, tem Marisa cansada e com zero de maquiagem. Você queria se mostrar assim para os seus fãs?
Marisa Monte: Eu não tinha nenhum motivo para não me mostrar assim. Para mim, eu acho que o mais legal é mostrar. É assim, é a minha vida e é igual a de todo mundo. Tem o lado repetitivo, tem o lado do cotidiano, tem o lado cansativo. Não estou reclamando de nada. Eu me considero uma privilegiada.
Um dos momentos mais impressionantes foi quando deu um branco em você em um show em São Paulo. O que passou na sua cabeça naqueles segundos ali?
Marisa Monte: Isso já aconteceu muitas vezes.
Não tinha sido a primeira vez?
Marisa Monte: Eu faço muito show. Então a possibilidade de acontecer coisas como essas se multiplicam. Eu acho engraçado, eu me divirto e eu rio. Você vê que eu dou uma risada, eu olho para a banda. Todo mundo que conhece a musica percebe. Claro, daqui a pouco, a gente conserta. Tudo certo.
Você está completando 20 anos de carreira. O que a gente pode dizer que mudou em você e na sua musica nesse tempo?
Marisa Monte: A pergunta é boa.
Você não tinha respondido essa pergunta antes?
Marisa Monte: Eu sempre respondo ela para mim mesma. Quando eu olho para trás, eu vejo hoje em dia que não é a primeira vez que eu fiz varias coisas. Já tenho uma certa historia, uma experiência.
A gente pode dizer que você é uma artista que faz só aquilo que realmente quer?
Monte: Eu acho que ninguém faz tudo só o que quer, entendeu? Eu acho que é assim para todo mundo. A gente faz muitas coisas que a gente não quer, para fazer as que a gente quer. Mas eu faço com prazer, com alegria essas coisas que eu não quero, porque eu acho importante para fazer as coisas que eu quero.
Aos 41 anos, Marisa está no oitavo mês de gravidez.
Estou me sentindo plena. É uma delicia ficar grávida. Tanto essa gravidez como a outra foi muito tranqüila, afirma a cantora.
Agora é a pequena Helena que vem por aí para fazer companhia ao irmãozinho Mano Vladimir.
Você está mais para sair de cena, ficar em casa compondo ou ficar no camarim e no estúdio amamentando?
Marisa Monte: Acho que gravar ou estar no estúdio ou fazer projetos que eu esteja pelo Rio é possível. Mas viajar é um pouco delicado, porque não dá para levar um bebê. Eu acho que ninguém merece. O bebê não merece. É muito puxado.
Confira a matéria na íntegra: http://www.youtube.com/watch?v=_jxR747J0Cs
E o vídeo que não foi ao ar: http://www.youtube.com/watch?v=BUTkvdhhsmM
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enviada por mhantunes
01/10/2008 21:30
NOVO DVD: INFINITO AO MEU REDOR
No final de outubro será lançado o novo dvd da Marisa: Infinito ao Meu Redor.
O dvd será duplo. O 1º é um documentário que mostra os bastidores da turnê Universo Particular. O 2º possui 9 músicas de um show gravado no Rio.
Além disso, haverá um cd com essas 9 músicas.
Enquanto isso veja algumas imagens...
Vida de artista realmente não é fácil: Marisa lava o figurino do show na banheira de um hotel em Porto Alegre.
O filme mostra, entre outras coisas, Marisa dormindo no ônibus da banda, durante viagem para Goiânia.
Em Seul: a cantora esteve em cinco continentes durante a turnê mundial de Universo Particular.
Em Sidney, Austrália, Marisa visitou o Sidney Opera House.
A foto mostra a cantora esperando o trem, em Tóquio.
E a galeria completa: http://oglobo.globo.com/cultura/fotogaleria/2008/6740/
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enviada por mhantunes
01/10/2008 20:34
POR AÍ!

24/09
Grávida de sete meses, Marisa Monte curte show no Rio
Marisa não fica longe de boa música nem às vésperas do nascimento de Helena.
O lançamento do novo CD de Pedro Luis e a Parede, nesta terça, 23, levou uma coleção de cantoras ao Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro: Fernanda Abreu, Teresa Cristina, Rita Ribeiro
e até Marisa Monte.
Com a tranqüilidade de uma anônima, Marisa, que está grávida de sete meses, passou por jornalistas e fotógrafos rapidamente, assistiu ao show e saiu antes de a apresentação acabar. Detalhe: pela saída de emergência.
O fotógrafo de divulgação do evento a seguiu até a rua. Educadamente, ela pediu para ele não tirar a foto. Pelo menos ela foi fofa, disse ele.
(Fonte: Ego)

Marisa Monte, grávida de 7 meses, vai a show no Rio de Janeiro. Mostrando o barrigão, a poucos meses de dar à luz, a cantora foi conferir a apresentação do amigo Pedro Luis. Ao lado do marido, Pedro Bernardes, a artista acompanhou a apresentação de lançamento do novo CD de Pedro Luis e a Parede, no teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro. Para se manter longe dos flashes dos fotógrafos, a Marisa fez questão de deixar o evento por uma saída alternativa.
(Fonte: Caras)

Obs: O pai da Helena é o Diogo Pires Gonçalves. O Pedro Bernardes é pai do primeiro filho da Marisa - Mano Wladimir.
bligvermelho@hotmail.com
www.blig.com.br/marisa_monte
enviada por mhantunes
19/09/2008 11:50
ABAIXO ASSINADO
Olá pessoal...
Tá rolando um abaixo assinado pra pedir que a trilha sonora do documentário O Mistério do Samba seja lançada em Cd.Não é preciso preencher todos os campos. Só basta colocar o nome e email.
Participe!
Link: www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/1396
(Fonte: www.marisaecia.blogspot.com)
Visitem esse blog é sensacional!
Link: www.marisaecia.blogspot.com
bligvermelho@hotmail.com
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enviada por mhantunes
08/09/2008 23:43
O MISTÉRIO NA REVISTA TPM
O QUINTAL DA MARISA
Filha do diretor cultural da Portela, Marisa Monte cresceu ao som da Velha Guarda. Há 15 anos, mergulhou na memória e na roda desses sambistas. Grabou e produziu Cds e, agora, assina o roteiro do filme O Mistério do Samba. Nesta entrevista exclusiva, a cantora revela como conquistou passagem livre nos portões e na história dessas tias.
Tpm. Em um momento do filme, um dos sambistas conta que, caso o samba não caísse no gosto das tias, não emplacava. Qual a importância dessas mulheres para a Velha Guarda?
Marisa. Apesar de a maioria absoluta dos compositores ser homens, elas eram inspiração e co-autoras da existência de todos eles. Quando um samba novo chegava à quadra, se fosse cantado pelas mulheres logo no primeiro momento, as vozes femininas davam vida e as eternizavam como clássicos. Toda a comunidade aprenderia. Músicas que falavam da mulher de forma indelicada não tinham vez. Os homens sabiam disso.
No filme fica claro o quanto você é respeitada pela Velha Guarda. Por exemplo, quando entra sem cerimônia na casa de uma das tias. Como conquistou essa proximidade?
Desde 1993, fizemos muitos shows juntos. Os sambistas gravaram comigo músicas comoEnsaboa [no álbum Mais] e Essa Melodia [em Cor de Rosa e Carvão]. Já produzi um álbum deles [Tudo Azul] e o álbum do Argemiro Patrocínio [em 2002]. Desde 1999, estou envolvida com o documentário O Mistério do Samba. São muitas horas de vôo. Essa intimidade e confiança só acontecem com o tempo.
O que aprendeu de mais legal de música e de vida com essas mulheres?
São mulheres guerreiras, que encaram as dificuldades com graça e poesia. São exemplos de força e poder feminino. O convívio com elas é um deleite para qualquer mortal.
Conte um causo que tenha ficado guardado pra sempre na sua memória.
Quando meu filho nasceu, dona Doca veio de ônibus, trazendo um enxoval de presente. Fiquei muito comovida com o carinho e com a visita. Nunca vou esquecer. Uma conversa com ela, Surica, Áurea ou dona Eunice é uma aula. É pra ser vivido, não dá pra explicar.
Essas mulheres fizeram tanto pelo samba e hoje são tão pouco reconhecidas. Por quê?
É o mistério do samba.
(Fonte: revista TPM, Ago/2008)
Link: http://revistatpm.uol.com.br/79/portela/03.htm
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enviada por mhantunes
08/09/2008 22:22
MENINAS DA PORTELA
Estas senhoras de 56, 67, 75 e 88 anos já rebolaram muito nesta vida. Foram ela que, vestidas dos pés a cabeça, decidiram muitos dos sambas que caíram na boca do povo. Conheçam as tias Áurea,Surica, Doca e Eunice a majestade da Velha Guarda da Portela.
Mestres-salas e ritmistas que nos desculpem, mas sem elas não tem samba. Eunice, 88, Doca, 75, Surica, 67, e Áurea, 56, as mais respeitadas senhoras da Velha Guarda da Portela, são do tempo em que, para uma mulher fazer parte do batuque, não precisava rebolar. O que contava era ser afinada, ter talento para uma boa feijoada e receber os compadres no quintal de casa. Ser gostosa não era pré-requisito, tampouco vestir pouco pano. Na época em que se iniciaram no samba, na década de 40, o clima de uma roda era familiar. Isso porque Paulo da Portela, que fundou a escola em 1926, era um sujeito de respeito. Quanto mais vestidas as moças, mais faziam seu gosto.Quero todo mundo com os pés e o pescoço ocupados!, dizia, reforçando a importância do sapato e da gravata ou da gola, no caso das mulheres.
Sem elas, a Velha Guarda da Portela seria como um corpo sem vida. Eram as vozes femininas que definiam o que seria cantado nos desfiles.A gente fazia um samba, mas, se elas não quisessem cantar, não adiantava. Se gostassem, aquilo se tornava um sucesso, confirma Monarco, um dos principais compositores da Portela, no filme O Mistério do Samba, de Carolina Jabor e Lula Buarque de Hollanda com roteiro de Marisa Monte , sobre a Velha Guarda da escola, em cartaz a partir do dia 29 de agosto. Se ainda fosse vivo, Paulo talvez não fizesse gosto em ensaiar as garotas que hoje saem na Portela. Elas não passam por testes, como fizeram as senhoras para entrar na Velha Guarda. Muitas nem sequer sabem cantar. Meu teste foi cantar acompanhando o cavaquinho do finado compositor Manacéa, lembra Surica. Ela, Doca, Eunice e Áurea, representantes autênticas da Velha Guarda mais antiga das escolas de samba, sempre levaram uma vida humilde, trabalhando demais e ganhando de menos. Como acontece com a maioria da população pobre do país, suaram muitas camisas, criaram muitos filhos, viram alguns deles morrer e não tiveram uma alimentação saudável à disposição. Hoje, pagam a conta com o corpo acima do peso, dificuldade para andar ou doenças cardíacas.
Mas, apesar de nem tudo ser poesia na vida delas, essas senhoras mantêm o entusiasmo e a educação dos tempos de Paulo. Levam a reportagem da Tpm até o portão e se desculpam por qualquer coisa. Sem sombra de sucessoras, deixam claro que o mundo delas ainda é hoje.
Ainda é cedo
Não tenho nada para dizer de antigo, gosto do presente. A frase é de Eunice, 88, a mais velha tia da Portela, também considerada a dona da voz mais bonita e rainha do miudinho (passo tradicional no qual não se tira os pés do chão). Ela entrou para a Velha Guarda há 33 anos e, apesar de não desfilar há sete, protagoniza uma das cenas mais emocionantes do filme O Mistério do Samba ao ensinar a dança a crianças. Agora Eunice está magrinha por causa de uma doença no coração.
Sentada com a coluna ereta e as mãos sobre os joelhos, ela conta como tem passado os dias: Como e durmo, minha filha. Já perdeu a conta de quantos anos viveu com o portelense pai de seis dos seus sete filhos, mas aproveita que não casou no papel para brincar: Sempre fui Eunice Fernandes da Silva, solteira e feliz, diz, sorrindo de lado enquanto a filha a repreende. Quando jovem, ganhava seu dinheiro como costureira: produziu das cortinas da casa às fantasias da Portela por dez anos. Apesar de sofrimentos como o que viveu há 14 anos, quando teve um filho assassinado pela polícia suspeito de ter matado a mulher, ela ainda expressa a elegância que fez sua fama.Sempre resolvi as coisas na palavra.Negócio de brigar, não. Nunca dei confiança. Isso vale também para o ex-marido, que, viúvo da segunda mulher, visita Eunice.Só me apaixonei pela minha vida. E por essa continuo apaixonada, declara, antes de voltar ao descanso.
(Tia Eunice)
A dona da vila
A plaquinha Cafofo da Surica sinaliza que estamos na casa da maior figura da Velha Guarda da Portela. Minha avó dizia que suriquinha era um objeto pequeno e roliço, fala, com voz vigorosa, a mulher de 1,47 metro que quer chegar aos 80 quilos depois de atingir 92. Para isso, Iranette Ferreira Barcellos, 67, parou de beber. Na Velha Guarda desde 1980, 14 anos depois de cantar o samba-enredo campeão Memórias de um Sargento de Milícias, de Paulinho da Viola, ela já foi lavadeira, operária e vendeu churrasquinho na frente da escola de samba. Desfilou na Portela pela primeira vez aos 4 anos, presa à cintura da mãe e protegida pelo pai. Áurea, filha do líder Manacéa e colega de banda de Surica, destaca o temperamento espontâneo e espoleta da sambista, com quem seu pai tinha bastante intimidade.Quando qualquer uma das tias ia pro boteco antes do show, ele ralhava só com ela, como se fosse seu pai, conta. Criada pelos avós depois de perder a mãe soterrada em casa, e pensionista do pai, que era ferroviário, Surica mora com uma irmã e o cachorro, Pink, que morde as visitas que o acariciam. Em 2004, ela lançou seu primeiro CD solo.Nunca fez questão de marido, apesar de ter namorado muito. Homem nenhum agüentou ficar do meu lado por causa do samba. Agora procuro um companheiro, mas não aparece um cristão que preste, desabafa, enquanto frita salgadinhos para a reportagem da Tpm, que resolve ficar mais um pouquinho.
(Tia Surica)
Ela sabe o que diz
Áurea cresceu vendo o pai, o consagrado compositor Manacéa, escrever músicas no quintal de casa. Nascida de um casamento que só acabou quando ele morreu, coisa rara nesse meio, a garota aprendeu a cantar as músicas no terreiro, onde era levada pela mãe, dona Neném.Papai achava que samba era coisa pra homem, lembra. E há 20 anos provou que ele estava errado ao assinarem juntos Volta Meu Amor. Aos 56, Áurea reproduz a timidez do pai e transparece no discurso pausado e articulado a educação que teve. E agora entende a preocupação de Manacéa. Ele tinha medo que a gente se encantasse pelo samba e não quisesse trabalhar. Para a tranqüilidade do patriarca, as três filhas estudaram enfermagem. E, para seu orgulho, há dez anos Áurea faz parte da Velha Guarda. Integrante da Portela desde a década de 60, ela acredita que as mulheres cada vez menos vestidas na avenida são conseqüência da comercialização do samba. Na época em que era marginalizado, havia mais decência. Pelo menos na Portela, o samba era digno, seguro e tinha moral. Casada há 11 anos, ela nunca quis ter filhos, mas se diz avó dos sobrinhos- netos. Desde que Manacéa morreu, Áurea nunca mais compôs. Ele dava opiniões nas músicas. Sem esse apoio, me desestimulei.Agora, que acaba de se aposentar como assistente social e passar o posto de mais nova componente da Velha Guarda para Neide SantAnna de Albuquerque, ela quer retomar a vocação.
(Áurea Maria)
Mãe do pagode
Foi Jilçária Cruz Costa, a Doca, e seu ex-marido, Altair, que, há 34 anos, inventaram o pagode: ensaio da escola fora da quadra, com direito a cerveja e comida. Zeca Pagodinho, então com 17 anos, era um dos freqüentadores e descobriu a vocação no quintal da vila em que morava o casal, no subúrbio carioca de Madureira. Única filha mulher de dona Albertina, Doca seguiu o exemplo da mãe e nunca pediu pensão a Altair, quando ele a abandonou com seis filhos. A sambista nascida no morro da Serrinha, em Madureira, trabalhou como tecelã, empregada doméstica e vendeu sopa. Hoje, com apenas três filhos vivos, ela não perde o humor. Quando encontro um homem, falo logo na mulher e na mãe, aí ele não vem com conversa fiada. Foi com Beth Carvalho que fez coro pela primeira vez, num disco de 1978. Desde então, Doca já trabalhou com Clara Nunes, Marisa Monte e o próprio Zeca Pagodinho. Entrou para a Velha Guarda nos anos 70 e comemora as visitas a França, Itália e Estados Unidos. No apartamento em Madureira que financiou em 2002, caminha com dificuldade até o telefone, que anuncia mais um dos muitos convites para comparecer em pagodes. Raramente ela aparece. Há 20 anos parou de fumar, e, agora, com uma doença que chama de coração grande (miocardia), largou a bebida e o jantar. Mas não perdeu o jeito malandro de contar causos. Sem se abalar com os 75 anos completos, ela ainda solta a voz e o samba nos pés em ocasiões especiais.
(Tia Doca)
Samba de berço
Filha de um dos fundadores da Portela, Neide cresceu entre pernas e saias de bambas. Há cinco anos, atravessou a fronteira das gerações para se tornar a caçula da Velha Guarda da escola
Neide Sant'Anna, 55, já estava com a fantasia pronta quando tia Doca sentenciou: Você é filha de Chico Sant'Anna [um dos fundadores da Portela, falecido há 20 anos] e tem direito de desfilar na Velha Guarda. O grupo carioca estava com show marcado em São Paulo, e tia Doca com calo nas cordas vocais. Neide nunca foi de conviver muito com o pai nas rodas porque sabia que ele implicava que ela, uma garota, se misturasse com os bambas. Talvez por isso a idéia de fazer parte da turma dele nunca tenha passado pela sua cabeça. A herdeira só viu que o papo era sério quando foi aplaudida pelos veteranos que a ouviam cantar, ao lado das novas companheiras, o hino da Portela, na tradicional feijoada de domingo. Isso foi há cinco anos, e, desde então, deixou o cargo de encarregada de serviços gerais no Tribunal Regional Eleitoral para ser sustentada pela música. É difícil um patrão aceitar o funcionário cantando samba e se balançando, diz ela, com sua voz grave. Cria da Portela, como se define, desfila desde os 15 anos e já foi bordadeira da escola. Além disso, trabalhou como copeira e empregada doméstica até virar cantora popular e fazer show até na França. Neide atendeu à reportagem da Tpm às oito da noite de um dia útil. Já jantei, não tenho mais nada para fazer hoje. Mãe de dois filhos adultos e duas vezes ex-casada, ela já deixou o primeiro marido, que não gostava de samba, voltar sozinho para casa. De perna de fora, continuou na avenida com o filho, ainda de colo. Hoje, não quer saber de homem. A gente tem é que achar solução para a nossa vida, fala com muito tempo pela frente. E nenhuma pressa.
(Neide Sant'Anna)
(Fonte: revista TPM, Ago/2008)
Link: http://revistatpm.uol.com.br/79/portela/01.htm
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enviada por mhantunes
06/09/2008 21:13
O MISTÉRIO POR JABOR
26/08 - O Mistério do Samba é a riqueza da pobreza (Arnaldo Jabor)
Eu sou um pobre homem da Rua Guimarães, hoje Almirante Ari Parreiras, ali no Rocha. E sempre me lembrava do ritmo dos subúrbios do Rio, dos tempos mortos, dos terrenos baldios de capim, das valas, das casinhas geminadas, das mangueiras, de um passado que parecia se mover em câmera lenta, em que os dias eram divididos em manhãs, plena luz, entardecer e noites mais escuras e mais estreladas.
Esta semana reencontrei meu passado infantil, pelas mãos de minha filha Carolina. Isso. Fui ver, com temor e dúvida, o documentário O Mistério do Samba, produzido pela Conspiração Filmes, patrocinado pela poética empresa Natura, sob a inspiração de Marisa Monte e dirigido por Carolina Jabor, minha filha ("uh hu hu h u!") e Lula Buarque de Hollanda. E caí para trás. Não porque ela seja minha filha, nem porque conheço o talento de Lula desde pequeno, nem porque vi a Marisa estrear ainda menina, não; o filme é excepcional. Digo isso sem tremor de nepotismo explícito. É um grande barato, um dos melhores documentos poéticos que tenho visto no País.

Filmado durante dez anos, produtores e diretores acompanharam a vida e a arte dos sambistas da Velha Guarda da Portela e mostram, com carinho e respeito, o mistério do nascimento do samba. Registraram o que sobrou de 1926, da antiga "Vai como Pode" - as personagens que participaram do parto do samba, como se filmassem a nascente, o olho d água do grande "rio que passou em nossa vida e levou nosso coração". Sim, porque aqueles homens e mulheres ali, muitos com mais de 80 anos, estavam no início da misteriosa música riquíssima que a pobreza fez, com seus operários, vendedores de rua, carpinteiros, contínuos, lavadores de carro.
Hoje, o morro, os subúrbios nos preocupam como berços de violência, tráfico, balas perdidas... mas este filme (as platéias aplaudem de pé dançando ao final) recupera a delicadeza minimalista das letras e melodias de 50, 60 anos atrás, a riqueza da pobreza, a música feita com a simplicidade do pão, da comida, dos amores baldios, da cerveja, do apito do trem passando. Os sambas da velha-guarda salvaram suas vidas. Que seria deles se não cantassem?

Não é um filme sobre o passado; é sobre um presente que nascia. Não é um filme de lamento sobre alguma coisa acabada, mas sobre a vitalidade que tem de continuar, que resiste nos subúrbios, apesar da violência da indústria cultural de massas e da boçalidade dos pagodes de jabás e de boquinhas de garrafa ou axés de multidões burras. No filme estão todos os grandes artistas: o espírito de Manacea, Jair do Cavaquinho, Argemiro Patrocínio, Casquinha, Monarco, o filho mais moço Paulinho da Viola, protegidos por Tia Surica e Tia Doca, nele está Zeca Pagodinho, preservando em corpo e alma o espírito desse tempo, hoje. A Portela aparece nas pequenas coisas: sapatos brancos e pretos, as mãos gastas, os rostos comidos pelo tempo, mas vivos de alegria, os pés descalços, os retratos na parede, a comida, as cervejas, os cavaquinhos e pandeiros.
Há uma cena em que Zeca conta uma das farras na casa de Argemiro Patrocínio. É incrível como sua pronúncia arrastada e esperta, seus gestos matreiros, as pausas, as elipses de sua fala narram o vaivém da malandragem, do cafajestismo poético, um delicado e amoroso machismo, a fala no ritmo de letra de samba. O filme preserva o modo de vida suburbano do Rio, seus homens e mulheres criando arte, com a sabedoria calma que só a desesperança traz.

Como diz o Zuenir no jornal: "um emocionante documento sobre o enigma que envolve a criação artística, como pessoas sem condições materiais são capazes de produzir tantas obras geniais..." Este filme nos evoca na hora o Buena Vista Social Club. Mas acho que o filme de Wim Wenders é maravilhoso na música dos grandes esquecidos que havia em Cuba, como Compay Segundo, Rubem Gonzalez e Ibrahim Ferrer, principalmente pela direção musical de Ry Cooder, mas a cinematografia de Wim, considero mediana e inferior à deste filme, no qual a montagem por associação livre e analogia forma um conjunto com significação poética, além do registro cultural. O Mistério do Samba não lamenta, não evoca, não chora por um passado, e, principalmente, não denuncia. Na cabeça da gente, documentário é para denunciar tragédias ou dramas vivos. Até pode, em documentários essenciais como Notícias de Uma Guerra Particular, de João Moreira Salles, mas, num país como o nosso, surge um novo tipo de documentário tendendo para a ficção, documentários que, em vez de denunciar, querem salvar realidades e fatos, como em Santiago, de João Moreira Salles, trabalhos do Eduardo Coutinho e outros. Aos poucos, as pessoas vão virando personagens, vamos nos apaixonando por elas, aos poucos o documento ganha uma poética ficcional.
Também sinto que o mundo da Portela foi ditando o próprio estilo do filme de Carolina e Lula Buarque. O filme aprendeu com os atores, a criação sem o oportunismo do sucesso, a criação pelo prazer e necessidade. O ritmo digno e lento daquelas pessoas, seus quintais, seus quartos pobres, seus botequins dando para a vida, para os trens que passam no silêncio das tardes influenciaram o estilo do trabalho. O resultado é um filme que "é". Que não é "sobre" nada; o filme nasce puro como um samba composto num daqueles botequins, na silenciosa dança do "miudinho" que tia Eunice ensina às meninas, soprando um beijo entre as mãos, como uma ave.
Ao terminar a sessão (poucas vezes vi tanto entusiasmo em platéias) me vieram duas frases à cabeça. Uma do Godard: "Todo grande filme de ficção tende para o documentário; todo grande documentário tende para a ficção. Ou seja, todos os caminhos levam a Roma, Cidade Aberta."
E a outra frase é de Marisa Monte: "Queria fazer esse filme pela certeza de que a vida ia ser melhor com esses sambas." Pois, melhorou, Marisa.
(Fonte: estadao.com.br)
Link: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080826/not_imp230865,0.php
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enviada por mhantunes
04/09/2008 02:04
O MISTÉRIO NA FOLHA ONLINE
27/08/2008 - Velha Guarda da Portela presenteia São Paulo com raiz do samba
Na noite desta terça-feira (26), o público paulistano assistiu a um show de samba típico das tradicionais rodas cariocas --e se esbaldou. A apresentação da Velha Guarda da Portela com os cantores Diogo Nogueira, Teresa Cristina e Marisa Monte, no Sesc Pinheiros, impediu qualquer pessoa, que não seja doente dos pés, de ficar indiferente às músicas extraídas do coração daqueles sambistas.
Batuques com as mãos e os pés, cabeças se mexendo e gritinhos foram as formas do público expressar um "muito obrigado por estarem aqui, mesmo que ignorássemos a existência de vocês ao longo destes anos."
O show celebra o lançamento do documentário "O Mistério do Samba", produzido por Marisa Monte e Leonardo Netto e dirigido por Carolina Jabor e Lula Buarque de Hollanda, que conta a rotina dos integrantes da Velha Guarda da Portela. A estréia nos cinemas acontece nesta sexta-feira (29).

Espetáculo
Exatamente às 21h13, aparece a postos os "senhores" da Velha Guarda da Portela, cada um a frente de um microfone -- três "malandros" do lado direito, vestidos de paletó, calça, chapéu e sapatos brancos, e quatro pastoras (cantoras) à esquerda, usando blazer e calça azul, com detalhes em cetim.
Entre eles, o sambista Casquinha, um dos baluartes. Duas delas, Áurea Maria e Neide Sant'Ana, filhas dos sambistas Manacéa e Chico Santana, também ícones da agremiação do bairro de Oswaldo Cruz (zona norte do Rio de Janeiro), mostram a cara da nova geração.
Às 21h18, depois da transmissão de trechos do documentário, as primeiras palavras da música "Isolado do Mundo" (Alcides Dias Lopes), na voz grave de Mauro Diniz --filho de Monarco, o mais famoso intérprete da canção-- emocionam.
As canções como "Você Me Abandonou" (Alberto Lonato), "Falsas Juras" (Casquinha / Candeia), "Sabiá Cantador" (Alvarenga), "O Mundo É Assim" (Alvaiade), "Corri pra Ver" (Chico Santana / Monarco / Casquinha) e "Quantas Lágrimas" (Manacéa), entre outras, foram degustadas uma a uma pelo público, ora cantadas pelo vozeirão de Diogo, que ficou 30 minutos no palco, ora pela voz marcante de Teresa, que teve participação um pouco mais breve.

Emoção
Marisa Monte apareceu apenas às 22h23, com os cabelos presos e um barrigão de seis meses de gravidez, marcado no longo vestido lilás de babados. O ar muito sereno da cantora deixou claro que a convivência de mais de dez anos os tornaram íntimos e sem cerimônias uns com os outros.
Marisa começou com a triste e bela "Volta Meu Amor" (Manacéa), a mesma canção que interpreta no álbum "Tudo Azul", de canções da velha guarda, produzido por ela em 1999.
Ao cantar "Dança da Solidão" (Paulinho da Viola), em versão parecida com a que gravou no álbum "Verde Anil Amarelo Cor de Rosa e Carvão", de 1994, muitos se emocionaram.
No bis, todos cantaram juntos "Volta" (Manacéa) e "Foi um Rio que Passou em Minha Vida" (Paulinho da Viola) com a platéia de pé, dançando, e batendo palmas por mais de dez minutos.
(Fonte: Folha Online)
Link: http://guia.folha.com.br/shows/ult10052u438449.shtml

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enviada por mhantunes
03/09/2008 06:54
O MISTÉRIO DO SAMBA O SHOW
Vou fazer um breve resumo...
O show começou com cenas do documentário O Mistério do Samba, com os integrantes da Velha Guarda já posicionados no palco.
Em seguida, a cantoria!
Os convidados se apresentaram acompanhados da Velha Guarda. São eles: Mauro Diniz, Diogo Nogueira, Teresa Cristina e Marisa Monte.
A participação da Marisa se resumiu nas canções Volta Meu Amor (que muitos conhecem do cd Tudo Azul da Velha Guarda), Dança da Solidão (que dispensa explicações), além do BIS.
No final, todos cantaram juntos Volta e Foi um Rio que passou em Minha Vida.
Depois, a Velha Guarda subiu novamente ao palco e sambou ao som da trilha final do documentário.
Foi emocionante...

Mais uma vez tive a felicidade de ver um show da Velha Guarda da Portela com a Marisa.

O show foi lindo, lindo, lindo! Tá aí, uma das coisas que mais me emocionam na vida: a velha guarda das escolas de samba, especialmente a da Portela.
Em breve mais fotos e vídeos.
Participem:
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enviada por mhantunes
03/09/2008 04:40
COM VOCÊS: O MISTÉRIO DO SAMBA

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enviada por mhantunes
27/08/2008 15:48
"A sofisticação da Velha Guarda vem da pureza"
Depois de muita correria, voltei !
Aconteceu em São Paulo:
Com mediação do jornalista Luiz Fernando Vianna, o Cine Bombril e a Natura promoveram no dia 19-08 a pré-estréia gratuita do documentário "O Mistério do Samba". Após a sessão, Carolina Jabor e Lula Buarque de Hollanda, diretores do filme, e a cantora Marisa Monte bateram um bate-papo com a platéia.
Ai ai ai...
A Marisa esteve há poucos metros da minha casa, e eu no Rio, rsss!

Foto: Marisa Monte ao lado da Velha Guarda da Portela e dos diretores do documentário "O Mistério do Samba", na pré-estréia carioca.
(Fonte: Revista Quem)
Em breve fotos e vídeos exclusivos das 2 apresentações da MM com a Velha Guarda da Portela em São Paulo.
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enviada por mhantunes
30/07/2008 02:15
MISTÉRIO NO OGLOBO.COM

Poesia no cinema - Veja trechos de 'Mistério do samba', documentário com Marisa Monte sobre a Velha Guarda da Portela, que estréia dia 22
- No quintal da casa de Manacéia, Marisa Monte ganha das mãos da viúva do compositor portelense uma maleta cheia de manuscritos, fitas-cassete e letras de música. A cantora, então, abre um papel e começa a cantarolar "Volta" que, apesar de nunca ter sido gravada, era conhecida de Marisa com o título "Olga". Dúvidas sobre a letra, a poética e o nome da canção logo foram tiradas.
- Era como se fosse a certidão de nascimento da canção - conta Marisa Monte, cuja cena da descoberta do "tesouro" foi registrada e incluída no documentário "O mistério do samba", que chega aos cinemas 22 de agosto, com direito a show de lançamento no Circo Voador, dia 29, com a Velha Guarda da Portela.
O "achado" não é a cena mais emocionante no filme para Marisa Monte. Condutora e entrevistadora de "O mistério do samba", ela prefere as cenas mais íntimas, quando os bambas da Portela ficam sozinhos lembrando sambas antigos.
- Também me emociona muito a cena em que eu e as pastoras cantamos "Quantas lágrimas". Elas se emocionam porque a música é do Manacéia e ele tinha morrido há pouco tempo (o compositor portelense faleceu em 1995). Também fico emocionada com as seqüências do Argemiro (falecido em 2003) na casa dele. Dá saudade.
O filme de 88 minutos levou dez anos para ficar pronto e começou junto à pesquisa de Marisa para o disco "Tudo azul", em 1988. A cantora convidou os diretores Lula Buarque de Hollanda, com quem havia trabalhado no DVD "Barulhinho bom", e Carolina Jabor para acompanharem o trabalho de produção do disco com músicas dos bambas da escola de samba do Rio de Janeiro.
- A gente acreditava que a Velha Guarda era algo muito precioso - explica Carolina, que começou produzindo o filme por conta própria, "correndo atrás pela motivação". - Mais do que fazer um documentário, a nossa missão era filmar essas pessoas o quanto antes, aproveitando a oportunidade desta pesquisa em busca de uma memória.
A produção "por conta própria" ganhou força com patrocínio da Natura, empresa que apoiou a turnê de Marisa Monte "Universo particular" (2006/2007). Para ajudar na condução do filme, Marisa convidou duas pessoas importantes para a divulgação do trabalho da Portela: Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho.
- A minha percepção da velha guarda talvez não tivesse acontecido se o Paulinho não tivesse feito o que ele fez antes - diz Marisa sobre o mestre portelense. - O Zeca também é um grande divulgador da obra da velha guarda.
No documentário, a cantora resume sua paixão pela Portela dizendo que a vida é melhor com os sambas da velha guarda.
- Esses sambas são fonte de sabedoria, de filosofia de vida. A gente aprende muito com as músicas. A experiência de vida que esses compositores passam pra gente por meio das canções traduz muito o que estamos querendo dizer num determinado momento e não sabemos como. É uma fonte de auto-conhecimento e isso ajuda a viver.
Depois de ganhar muitos nomes diferentes, o documentário co-produzido pela Conspiração Filmes e a gravadora de Marisa Monte, a Phonomotor, virou "O mistério do samba". Trata-se do título do livro de Hermano Vianna sobre a gênese do samba no Brasil. E não foi difícil conseguir "roubar" o nome.
- Por acaso, tinha sido uma sugestão da minha mãe - conta o diretor Lula Buarque de Hollanda, filho da pesquisadora Heloísa Buarque de Hollanda. - Quando perguntamos ao Hermano se poderíamos usar esse título no filme, ele disse: "Claro. Afinal, é uma sugestão da sua mãe!".
(Fonte: oglobo.com)
Acesse o link da matéria para ver os extras, como trechos do filme: http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2008/07/27/veja_trechos_de_misterio_do_samba_documentario_com_marisa_monte_sobre_velha_guarda_da_portela_que_estreia_dia_22-547435925.asp
Pena q só vale p/ assinante!
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enviada por mhantunes
29/07/2008 22:59
MISTÉRIO NO FANTÁSTICO

O "Fantástico" do domingo, 27, mostrou o trecho do documentário "O Mistério do Samba", de Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor, ainda inédito. A obra conta um pouco da história da Velha Guarda da Portela e é pontuada por clássicos de figuras lendárias da azul e branca de Oswaldo Cruz.
Marisa Monte ajuda a conduzir a história do documentário, que conta ainda com a participação de Zeca Pagodinho . Como o EGO não é ruim da cabeça, nem doente do pé, reprisa esse momento de pura beleza no vídeo ao lado. Clique e confira.
(Fonte: ego)
Veja o vídeo: http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL703435-9798,00-VIDEO+MARISA+MONTE+EM+DOCUMENTARIO+SOBRE+A+VELHA+GUARDA+DA+PORTELA.html
Fui!
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PS: OS INGRESSOS PARA OS SHOWS DA VELHA GUARDA DA PORTELA COM A MARISA NO SESC PINHEIROS EM SÃO PAULO JÁ ESTÃO ESGOTADOS.
enviada por mhantunes
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